Recentemente, um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) trouxe à tona uma questão intrigante: será que a energia das mãos pode ajudar na cura? A pesquisa, conduzida por Ricardo Monezi durante seu mestrado na Faculdade de Medicina da USP e aprofundada no doutorado na Unifesp, avaliou os efeitos terapêuticos de práticas como o Reiki — técnica de imposição de mãos amplamente utilizada em terapias complementares.
O que o estudo observou?
Os resultados foram promissores. Segundo Monezi, a prática da imposição de mãos demonstrou potencial para:
- Reduzir níveis de estresse e ansiedade
- Aliviar sintomas de depressão
- Promover relaxamento e sensação de bem-estar
Os voluntários relataram melhorias emocionais e físicas após as sessões, o que levou muitos a enxergar a técnica como uma aliada no cuidado com a saúde mental e emocional.
É cura comprovada?
Apesar das descobertas positivas, é importante fazer uma distinção: o estudo não prova que a imposição de mãos cura doenças. A ciência ainda não conseguiu explicar com precisão os mecanismos por trás dessa prática, nem há evidências conclusivas de que ela substitua tratamentos médicos.
Especialistas alertam para a necessidade de mais pesquisas, com metodologias rigorosas, como testes duplo-cegos, para validar os efeitos terapêuticos observados. Portanto, embora o Reiki e outras práticas similares possam ser úteis como terapia complementar, elas não devem ser vistas como substitutas da medicina tradicional.
Energia e ciência: uma fronteira em expansão
O interesse por terapias integrativas e complementares vem crescendo no mundo todo. Hospitais, inclusive públicos, já adotam práticas como acupuntura, meditação e Reiki como parte do cuidado humanizado. A ciência, por sua vez, começa a explorar essas fronteiras com mais seriedade, buscando entender o que de fato funciona — e por quê.
A pesquisa da USP representa um passo importante na integração entre saberes antigos e ciência moderna. Mesmo que a imposição de mãos ainda não tenha comprovação definitiva como método de cura, seu potencial de aliviar sofrimento e melhorar a qualidade de vida merece atenção.
Na era do bem-estar integral, cuidar da saúde vai muito além do físico — envolve mente, emoções e até, quem sabe, energia.













